América do Sul Atacama Chile

Deserto do Atacama, Chile – Roteiro completo de 4 dias

Oi gente, tudo bem com vocês? : )

Hoje vamos contar um pouquinho sobre nosso roteiro para o Deserto do Atacama. Fomos no final de 2013 e ficamos 18 dias no Chile, passando pelos dois extremos do país: o deserto, ao norte e a Patagônia, ao sul (contamos um dos passeios que fizemos pela Patagônia Chilena aqui).

Como já faz seis anos (uau!) que fomos, nossa intensão neste post não é trazer valores ou muitos detalhes de como chegar, pois poderão estar desatualizados, mas sim mostrar quais lugares conhecemos para quem sabe ajudar vocês a optarem por eles. Pesquisamos e eles não estão desatualizados e ainda hoje valem muito a pena conhecer! : )

Ficamos um total de seis dias no deserto, porém o primeiro e o último dia foram praticamente destinados a chegar/partir do local, então ao todo deram quatro dias inteiros de passeios por lá.

O Deserto do Atacama fica a mais ou menos 1.700km de Santiago, capital do Chile, e para chegar lá fomos de avião partindo da capital. A cidade base para se hospedar no deserto é San Pedro de Atacama. O aeroporto mais próximo de lá (cerca de 100km) fica na cidade Calama. Do aeroporto de Calama, é preciso pegar um transfer para San Pedro. Vimos um post em que falava um pouco sobre o aeroporto de Calama, que foi reformado e inaugurado em 2014 e levamos um susto! Quando fomos, o aeroporto era muito mais inferior do que uma rodoviária, bem precário. Hoje em dia está bem bonito e moderno : )  Pegamos o transfer no aeroporto para San Pedro com a empresa Transfer Licancabur e você pode comprar antecipadamente ou no aeroporto mesmo, pois tem várias opções de empresas que fazem o transfer.

Nos hospedamos em um hostel chamado Hostal Nuevo Amanhecer.

Roteiro Deserto Atacama Hostel
Área externa do hostel / Foto: aondes.com

O quarto era privativo e o banheiro compartilhado. Gostamos MUITO da experiência! É um hostel nada luxuoso, super no estilo do deserto, a decoração e a sensação de estar naquele lugar foi demais, bem roots, simples e só nos deu o gostinho do que estava por vir. Este hostel não está localizado bem no centro, mas era perto, cerca de 10 minutos a pé. Vimos hostels e principalmente hotéis MUITO lindos por lá, mas nossa viagem foi suuuper econômica e as hospedagens não eram a prioridade : )

Roteiro Deserto Atacama Detalhes Hostel
Parte externa do nosso quarto no hostel / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Rua do Hostel
Rua do hostel – área mais precária da cidade / Foto: aondes.com

Vamos falar agora sobre os passeios que fizemos. Na cidade de San Pedro de Atacama o que não faltam são agências para os passeios! Praticamente o que tem na cidade são: agências, restaurantes e lojinhas com peças artesanais (demais!). A cidade é muito pequena.

Roteiro Deserto Atacama agências para tour
Pelas ruas de San Pedro de Atacama: muitas agências para os tours / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama ruas de San Pedro
O estilo peculiar de San Pedro de Atacama / Foto: aondes.com

Os tours geralmente duram meio período, então você pode fechar um tour de manhã e um a tarde, por exemplo. Nas agências eles explicam certinho a duração de cada tour e os níveis de ‘complexidade’ do passeio, então você pode decidir por lá mesmo quais irá fazer e em quais dias/período. Fechamos nossos passeios assim que chegamos na cidade, saímos para conhece-la e já fomos parando em agências perguntando informações e vendo os preços. Não me lembro o nome da agência que fechamos. Os valores entre as agências eram similares ou iguais, então escolhemos baseado em quem nos atendeu melhor lá na hora. Então sem mais delongas, vamos aos locais que visitamos.

1º DIA – Laguna Cejar, Ojos del Salar e Lagoa Tebinchinque

Este tour te leva aos três locais citados acima e são muito legais! São lagoas repletas de sal e onde você pode nadar, então lembre-se de levar roupas de banho para essa viagem : ) é um tour de meio período e quanto ao preço, pelo que pesquisei em alguns blogs que foram mais recentemente, é de aproximadamente R$ 180,00 por pessoa.

A primeira parada é a Laguna Cejar, que fica mais ou menos a meia hora da cidade. No local há banheiros para que você possa se trocar e tomar uma ducha quando sair da água, pois ela é repleta de sal. Seus pertences tem que ficar com você, nós estávamos com mochilas e deixamos na beira do lago quando entramos. O mais legal desta lagoa (além de toda a exuberante beleza ao redor) é que ela possui um índice de sal muito elevado, o que faz com que você não consiga afundar. Você entra e ela já te ‘’puxa’’ pra cima, é bem difícil conseguir colocar os braços e as pernas mais para dentro da água. Também não é recomendado mergulhar com a cabeça, pois a quantidade de sal pode ser bem incomodo para os olhos. Assim que entramos eu achei muito legal, mas logo depois começou a me dar ardências nas pernas (mulheres irão me entender, pois tinha feito depilação) e o sal fez arder demaaaais! Também tive um pouco de medo, conforme você vai adentrando na lagoa, ela fica muito escura e você não tem ideia do que tem lá embaixo hahahaaha (nada né! mas tive medo mesmo assim). Como o tour tem mais pessoas, é combinado um horário para se encontrar na van. O passeio deve durar cerca de 40min/1 hora. Gostamos bastante!

Roteiro Deserto Atacama Laguna Cejar
Boiando na Laguna Cejar – é muito legal a sensação de não afundar! / Foto: aondes.com
Boiando na Laguna Cejar - é muito legal a sensação de não afundar!
A paisagem ao redor é muito bonita / Foto: aondes.com

A próxima parada deste tour foi o Ojos del Salar que são dois buracos bem grandes no solo onde há água dentro. Neste local é preciso pagar para entrar, o valor é de aproximadamente R$ 10,00. Em um dos ‘ojos’ você pode entrar para se banhar e a água é doce. Neste nós não entramos, estava ventando bastante neste dia e as águas são BEM GELADAS, então ficamos somente observando os dois lagos e vendo a infinidade ao redor. É uma paisagem muito diferente, tudo que você enxerga é o enorme azul do céu, montanhas muito ao longe e aquele solo marrom, desértico e infinito. É LINDO DEMAIS!

A paisagem ao redor é muito bonita
Paisagem com o céu muito azul e as montanhas ao longe / Foto: aondes.com
Paisagem com o céu muito azul e as montanhas ao longe
Um dos Ojos – de um azul inexplicável de lindo / Foto: aondes.com
Um dos Ojos - de um azul inexplicável de lindo
Tentando mostrar a dimensão – conseguem me ver ali no meio? rs / Foto: aondes.com

A próxima parada foi na Lagoa Tebinchinque o lugar mais legal deste passeio em nossa opinião : )

Ela é uma imensa lagoa repleta de sal, um salar, e por isso fica tudo branquinho. É a coisa mais linda. Quando fomos era permitido andar pelo sal, mas vi um post mais recente onde, nas fotos, tinham várias demarcações por onde andar e me pareceu que não dá mais para andar no sal como quando estivemos lá… (mas não tenho certeza dessa informação) Seja como for, o passeio vale muito a pena, pois a paisagem é de tirar o fôlego, muito bonito mesmo! A imensidão deste lugar é incrível e todos os lugares por onde você passar no Atacama te deixarão assim, sentindo que é um pontinho minúsculo no meio de um infinito e lindo azul. É importante ressaltar que todos esses passeios pelo Atacama são super organizados para que, com a vinda de muitas pessoas por dia, o local não seja denegrido e prejudicado com o tempo. Então é muito importante respeitar todas as sinalizações, só andar por onde é permitido, não jogar lixo, não tirar as coisas do lugar, enfim… proteger essa natureza exuberante. Senão for mais permitido andar pelo sal, com certeza é porque isso estava prejudicando o local e é nossa obrigação respeitar.

Tentando mostrar a dimensão - conseguem me ver ali no meio? rs
Chegando na imensidão de sal / Foto: aondes.com
Chegando na imensidão de sal
Espetacular / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama lagoa Tebinchinque
Em algumas partes a camada de sal é bem grossa / Foto: aondes.com
Em algumas partes a camada de sal é bem grossa
Paisagem rara e inesquecível / Foto: aondes.com

Depois destas três lindas lagoas, o passeio chegara ao fim e na volta para a cidade fizemos uma pequena parada para apreciar o pôr do sol e ter a certeza de que dias incríveis estavam por vir.

Roteiro Deserto Atacama lagoa Tebinchinque por do sol
Bem felizes com o primeiro dia no Atacama / Foto: aondes.com

2º DIA – Salar de Tara

O tour para o Salar de Tara é um passeio que dura o dia todo, onde se percorre longas distâncias e se faz várias paradas. Para nós foi o lugar de beleza natural mais fascinante (é difícil dizer isso, pois TODOS são, mas este realmente mexeu conosco). No passeio estão inclusos o café da manhã (lanchinho com chá/café) e o almoço. Me lembro que este foi o passeio mais caro. Pelo que pesquisei em posts mais recentes, custa aproximadamente R$ 370,00 (vale cada centavo, e também é um passeio de dia completo!).

Sobre as estradas: lembro que sofremos um pouco, o deserto é muito quente e ao mesmo tempo, conforme vamos subindo – este passeio por exemplo chega-se a 4.500 metros de altitude – vai esfriando, então você precisa estar com roupas para as duas temperaturas. O ar também fica rarefeito, então as vezes dá dor de cabeça, pequenas caminhadas te fazem cansar muito e você sente realmente a dificuldade em respirar. A van em que estávamos era bem pequena e estava lotada, então ficamos bem espremidos nos longos 300km percorridos. Não foi uma viagem confortável ainda mais somando com o mal-estar da altitude. MAAAAS, o lugar vale passar por isso e muito mais (na nossa opinião) foi um dos passeios mais lindos que fizemos na vida!

A van nos buscou no hotel bem cedo (os horários são combinados na compra dos passeios) e seguimos caminho. Já de início começamos a subida e a primeira parada foi para ver o vulcão Licancabur de perto (lá de San Pedro de Atacama conseguimos vê-lo, ao longe). Encontramos simpáticas lhamas que estavam por ali passeando também *.*

Roteiro Deserto Atacama vulcão Llicancabur
O vulcão Licancabur bem de pertinho / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama lhamas
Uma lhama e um burrinho que apareceram para nos dar boas vindas *.* / Foto: aondes.com

Seguimos caminho e a segunda parada foi no Mirador de Pujsa. Lá você tem vista para a lagoa Salar de Pujsa e já pudemos ver ao longe alguns flamingos que vivem por ali. Nesta parada tomamos o café da manhã, com lanchinhos de pão com presunto e queijo e café / chá, servidos pela agência. Estava bem frio e ventando muito (apesar de ser verão) por isso indicamos que em qualquer estação que vá ao Atacama, leve roupas de frio + corta vento. Lá o tempo muda muito de um lugar pro outro e o ideal é se vestir em camadas para ir tirando conforme for esquentando.

Tomar nosso café da manhã com essa vista <3 foi demais.

Roteiro Deserto Atacama mirador de pujsa
A lagoa Salar de Pujsa e seus flamingos – conseguem ver? / Foto: aondes.com

Depois desta parada, pegamos uma estrada de terra e UAU! Realmente entendemos que estávamos no deserto! Uma estrada que parecia infinita, só o que se podia ver eram rochas + areia, uma vista que podemos definir como marrom rs (não me entendam mal, acho lindo esta paisagem) porém não foi nada agradável pois balançava muito, o chão é super irregular e como atingíamos cada vez mais altitudes (chegamos a 4.600m) quase todos na van ficaram enjoados e com mal-estar (sem contar que estávamos todos muito apertados lá dentro, passando calor e não podíamos abrir as janelas pois a areia levantava com o carro e iria entrar tudo na van).

A próxima parada foi a Monjes de La Pacana, um local com rochas muito antigas, moldadas durante milhares de anos pelos ventos e chuvas. É bem surpreendente! A maior pedra chega a medir 20 metros de altura, ela se chama “Pedra do Índio”.

Lá ficamos um tempo tirando fotos e caminhando pelo local. Logo apareceram alguns guanacos. Que sensação maravilhosa estar assim em meio a natureza tão selvagem.

Roteiro Deserto Atacama Monjes de la Pacana
A Pedra do Índio, com seus 20m de altura! / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Monjes de la Pacana
Natureza selvagem / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Monjes de la Pacana
Os guanacos *.* / Foto: aondes.com

Depois desta parada, seguimos mais adiante e finalmente chegamos à parada final e mais esperada: Salar de Tara. É realmente de tirar o fôlego! Difícil explicar a sensação de imensidão, o silêncio e preciosidade de estar num lugar destes. Você fica com uma sensação de que é sagrado, as pessoas quase nem conversaram de tão magnifico que é. Faltam palavras. A vontade é de sentar ali, respirar fundo e a todo momento pensar  ‘uau’.

Assim que chega, avistamos um imenso paredão de rochas chamado “Catedral de Tara”.

O paredão de pedras, 'Catedral de Tara' e local onde deixamos o carro para iniciar a descida a pé
O paredão de pedras, ‘Catedral de Tara’ e local onde deixamos a van para iniciar a descida a pé / Foto: aondes.com

De repente o guia falou ‘’olhem lá para baixo’’ e avistamos o que parecia ser uma pintura em aquarela, cores se misturando, poeticamente formando rios, flores e natureza exuberante. ‘’Veem aqueles pontinhos rosas?’’ – ‘’Sim’’, dissemos. ‘’ São os flamingos’’. Músicas celestiais neste momento pois milhares, sim, muitos milhares de flamingos habitam este lugar, fazendo com que a paisagem fique devastadoramente selvagem e rara. É uma das coisas MAIS PRECIOSAS que nossos olhos puderam ver. Juro, nunca mais vou esquecer-me deste momento. Pudemos descer até bem perto da lagoa e quanto mais caminhávamos, mais íamos entendendo que não era uma aquarela gigante pintada que estava em nossa frente, era a realidade, nosso planeta ali, se materializando. Paisagens inimagináveis bem diante de nossos olhos.

Roteiro Deserto Atacama Salar de Tara
Chegando no Salar de Tara / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Salar de Tara
As cores parecem uma pintura em aquarela / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Salar de Tara
Logo ali, a lagoa com os flamingos / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Salar de Tara
Aqueles pontinhos na lagoa são os flamingos *.* / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Salar de Tara
Foto com mais zoom para vermos estas raridades / Foto: aondes.com

Mais uma vez, é tudo bem demarcado até aonde você pode ir. Neste local você segue por um caminho e é proibido avançar. Levamos binóculos (indicamos levar se tiver!) e tínhamos uma câmera que dava um zoom legal, então pudemos ver os flamingos em detalhes por conta disto. A olho nu você enxerga também, mas bem de longe. A vontade é de ver mais de perto, de se aproximar, sim. Mas temos que entender que este local é deles, não podemos modificar seu habitat, suas rotinas, importuná-los. A todo o momento você sente que aquele lugar pertence a eles e temos que respeitar muito, não fazer barulho, não jogar lixo, não fazer nada que possa prejudicar alguma coisa.

Roteiro Deserto Atacama Salar de Tara
Linda vegetação, o lugar é surpreendente / Foto: aondes.com

Depois de andar bastante por lá, fizemos uma parada para o almoço. Lembro-me que tinha somente arroz, frango e salada. Se na época fossemos vegetarianos teríamos que ter levado algum lanchinho. Se você tiver restrições alimentares, é bom se informar antes, pois em todos os passeios não tínhamos muitas opções de comida. (Mas pode ser que hoje em dia isso tenha mudado!  : ) se informe antes).

Depois do almoço e de muita beleza, estávamos preparados para pegar a estrada e voltar pro hostel.

Esse é o passeio mais demorado, cansativo e caro. Mas também foi o nosso preferido, ele abalou todas as nossas estruturas, mexeu com nossa alma! Indicamos que faça ele mais do que tudo, rs.

3º DIA – Lagunas Altiplânicas e Salar de Atacama de manhã / Valle de la Luna e Valle de la Muerte de tarde.

Mais um passeio incrível. Escolhemos por conhecer estes dois lugares que havíamos visto em muitos blogs e adoramos. Pelo que pesquisei, algumas agências fazem este passeio das Lagunas Altiplânicas de maneiras um pouco diferentes. Algumas passam por outros locais, como as Piedras Rojas, durando então o dia todo de passeio, o que não foi o nosso caso. Nosso passeio foi de meio período. Saímos bem cedinho rumo ao Salar de Atacama e lá tem a Lagoa Chaxa, onde também habitam flamingos e alguns pássaros. Lugar lindíssimo, de um azul infinito. As vezes você pensa que está vendo miragens de tanto que é lindo e como o lugar é muito grande, você enxerga muitos quilômetros adiante, as cores das montanhas ficam clarinhas clarinhas. É uma paisagem muito de miragem mesmo, rs.

Roteiro Deserto Atacama lagoa Chaxa
Tirando foto de um lindo pássaro, em meio a um azul infinito / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama lagoa Chaxa
Este era o pássaro da foto acima *.* / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama lagoa Chaxa
Nesta lagoa é possível avistar lindos flamingos, fora a paisagem arrebatadora ao redor / Foto: aondes.com

Neste local tomamos nosso café da manhã com essas paisagens de tirar o fôlego. Experiência inesquecível!

Saindo de lá fomos para as Lagunas Altiplânicas, um dos passeios mais famosos. Lá existem duas lagoas, a Miscanti e Miñiques. Elas estão cercadas por morros enormes e ao redor, uma vegetação amarelada e com muitos animais selvagens, como guanacos. Estou ficando sem adjetivos para este post pois não tem um lugar que não possua grandiosa beleza! Veja as fotos para entenderem.

Roteiro Deserto Atacama Lagunas Altiplânicas
Caminho para chegar as Lagunas Altiplânicas – só pode andar dentro da demarcação feita com pedrinhas / Fonte: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Lagunas Altiplânicas
Beleza sem fim / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Lagunas Altiplânicas
Guanacos passeando por ali / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Lagunas Altiplânicas
Mais guanacos / Foto: aondes.com

Esse com certeza é um passeio que indicamos muito, lindíssimo.

Depois dele, passamos por um vilarejo que era no caminho e infelizmente não me recordo do nome e também não encontrei registros fotográficos. Ficaremos devendo este informação para vocês. Por lá acabamos demorando mais que o esperado e chegamos bem mais tarde do previsto então tivemos que correr muuuuito, pois tínhamos agendado o Valle de La Luna e o Vale de La Muerte para o período da tarde (esse passeio costuma sair as 16:00hrs).

Lembro-me de estarmos muito cansados neste dia, a gente andou bastante no passeio da manhã, tínhamos dormido mal, acordado cedo e achamos bem cansativo e corrido fazer estes dois passeios no mesmo dia.

O Valle de La Luna e de La Muerte são bem pertinho de cidade, então a ida é bem rápida (dá até para fazer de bike se quiser, sem tour). Ele também é o passeio mais barato e que as pessoas costumam fazer assim que chegam, por ser mais curto, perto e não ter uma altitude muito alta, então é aconselhado para que você comece por ele para ter o que ele chamam de ‘aclimatação’ – ir se acostumando com as altitudes.

Essa região toda do Vale de La Luna é linda e super desértica, passamos por vários lugares para irmos conhecendo a região, paramos nas chamadas Três Marias, que são formações geológicas incríveis e tem três pedras que levaram este nome. Essa região tem muitas formações milenares causadas pelos ventos e inundações. Por lá o guia vai te levando para conhecer toda a área, em certo momento poderíamos andar por algumas dunas de areia para ter uma vista melhor do todo (a região é enorme). Eu e o Le optamos por aguardar o pessoal, este dia estávamos realmente cansados (não temos muitas fotos deste local, sabe quando você não consegue fazer nada? Rsrs).

Roteiro Deserto Atacama Valle de la Luna
Paisagem desertica do Valle de la Luna / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Valle de la Luna
Explorando o local / Foto: aondes.com

Nesse tour fomos também para a Caverna de Sal. O lugar é muito muito muito legal, porém já aviso que se você tem claustrofobia, não vai conseguir fazer. Conforme você vai adentrando na caverna, as passagens são MUITO estreitas e bem difíceis de passar, fica super escuro e somos guiados somente por uma lanterna do guia (se você tiver lanterna, é bom levar. A do celular servirá também), as vezes você precisa agachar bastante, ir se contorcendo, andar com as mãos no chão…não é um passeio para uma pessoa que tenha certas dificuldades de locomoção, por exemplo. Não gostamos que eles não avisaram que seria assim. Ficamos imaginamos se nós ou alguém ali tivesse algum problema, ia ser um sufoco pois demora bastante para atravessar a caverna toda (acho que eles tinham que avisar como é!). Fomos com nossas mochilas e não deu nada certo também pois é MUITO estreito e em alguns lugares não dava pra passar com elas nas costas, então tínhamos que tirar e ir jogando ela, hahaha foi meio sofrido (vale lembrar que provavelmente terá um monte de turistas atrás de você, então não dá pra ir no seu tempo, com calma sabe?)… mas no fim deu certo e o lugar é muito legal!

Roteiro Deserto Atacama Valle de la Luna
Adentrando na caverna, vejam como algumas passagens são bem estreitas / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Valle de la Luna
É preciso alguma manobra com o corpo para passar em algumas partes haha / Foto: aondes.com

Por último e o mais bonito de todos, fomos para o Mirador de Kiri, onde você tem uma vista linda de todo o Vale de La Muerte. Ficamos lá observando todo o deserto e aguardando o por do sol. Nessa região, as dunas e formações rochosas são um pouco mais avermelhadas. Toda esta região, ambos os lugares, são lindos demais. Vejam as fotos para entenderem melhor : )

Roteiro Deserto Atacama Valle de la Muerte
Paisagem mais avermelhada – dizem que o nome de verdade era para ser Vale de Marte e não morte (realmente, é parecido com a imagem mental que temos de Marte!) / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Valle de la Muerte
É muito legal levar binóculos se tiver! / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Valle de la Muerte
Pôr do sol mágico / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Valle de la Muerte
Muita contemplação / Foto: aondes.com

4º DIA – Geiser el Tatio

Este é mais um tour imperdível na nossa opinião. É muito impressionante ver este tipo de fenômeno na terra: campos geotérmicos que jorram água fervendo! Parece que estamos em outro planeta, naqueles filmes de ficção. Neste passeio é preciso sair de madrugada pois tem que chegar no local antes do sol nascer, para pegar as atividades dos gêiseres em pleno acontecimento. Se você chegar depois, não consegue mais ver. As temperaturas por lá (e também por ser de madrugada) são bem baixas, chegando a negativas, então vá preparado!

Pelo que pesquisei, o valor deste tour hoje em dia está aproximadamente R$ 250,00 por pessoa e é incluso o café da manhã.

Neste nosso passeio houve uma imeeeensa confusão que vou relatar aqui.

A van passou no nosso hotel no horário combinado e partimos rumo aos Gêiseres.  No caminho, passamos bastante medo com o motorista pois ele dirigia muito rápido. Não conseguíamos ter muita noção de onde estávamos pois estava muito escuro (ainda de madrugada) mas sabíamos que estávamos subindo bastante e por este motivo dava mais medo ainda pela alta velocidade do condutor (na volta, quando vimos o perigo que corremos, visto que estávamos em penhascos e estradas MUITO estreitas, todos que estavam na van ficaram muito revoltados!).

Eis que nessa correria maluca dele, o pneu furou! Já estavam todos com os nervos a flor da pele e ainda acontece isso. Mas tudo bem né, é só trocar e seguir viagem. Mas não, pois eles não tinham estepe! Vocês acreditam? Pior, estávamos no meio do nada, e ele não conseguia sinal para fazer contato com alguém. Piooor ainda, íamos perder o grande fenômeno pois se chegássemos depois do nascer do sol, não conseguiríamos mais ver. A solução deles? Ficar lá aguardando alguém passar para pedirmos ajuda. Foi super revoltante esta situação. Infelizmente não guardei o nome da agência para poder falar pra vocês. Ficamos quase 1 hora lá, aguardando alguém passar. Já estávamos considerando o passeio perdido. Nossa saída era esperar que os outros tours voltassem e torcer para terem lugar para pegarmos carona para voltar para San Pedro (do contrário, teríamos que esperar eles chegarem na cidade para chamarem por ajuda). Como depois dos Gêiseres o tour fazia outra parada, a previsão era de que teríamos que ficar lá até perto do horário de almoço esperando alguém passar para sermos resgatados. Por sorte, um ônibus passou bem nos últimos minutos e conseguimos ir todos de carona com ele. Por este motivo, vimos os Gêiseres por pouco tempo, mas deu tempo de ver por uns 15 minutos, ainda bem! O motorista esqueceu de nos dar nossos lanchinhos e ninguém tinha levado nada para comer pois o café da manhã era incluso. Estávamos todos com fome, então algumas pessoas de outro tour viram e vieram nos ajudar, nos dando cafés e chás bem quentinhos (estava congelante lá!), lanchinhos, bolos e bolachas

: ) ainda bem que sempre existem pessoas muito queridas né?

Ficamos todos bem chateados com o acontecimento e também com o jeito do motorista, que estava pouco se importando com a situação, não sendo nada simpático. Na volta, combinamos de nos encontrar lá na agência para reclamarmos e pedirmos um reembolso e depois de muita discussão, todos conseguimos metade do nosso dinheiro de volta.

Não encontrei muitas fotos deste dia, infelizmente, e elas estão com uma qualidade um pouco ruim. Mas o lugar é sensacional e vale MUITOOOOO a pena, é imperdível! Espero que vocês não tenham o mesmo azar que a gente. Lá também tem uma piscina termal com água super quente para quem quiser ter esta experiência. Eu estava congelaaaaando e nem quis saber de entrar hahaha

Roteiro Deserto Atacama Geiseres
É muito legal assistir a esse acontecimento dos gêisers / Foto: aondes.com
Roteiro Deserto Atacama Geiseres
Um gêiser bem de pertinho / Foto: aondes.com

Na volta já conseguimos ver melhor a paisagem e como era lindo o caminho por onde passamos. Fizemos paradas para ver Canions e um local repleto de cactos gigantescos!

Roteiro Deserto Atacama Canion
Paisagem de contrastes / Foto: aondes.com

Paramos também para uma visita ao povoado de Machuca, onde vivem algumas famílias. Lá eles vendem artesanatos, algumas comidas típicas e podemos dar uma voltinha por entre as casas e por uma igreja linda.

Roteiro Deserto Atacama povoado de Machuca
Fiquei apaixonada pelas cores das portas / Foto: aondes.com

E esses foram nossos passeios no Deserto do Atacama!

Espero que tenhamos ajudado de alguma forma, inspirado e motivado vocês a colocarem este lugar incríííível na lista de ‘lugares para se conhecer’ : )

Um beijo e até o próximo post,

Flora.

3 Comments

  1. Taís

    7 de abril de 2019 at 22:43

    Que fotos incriveis, Flora! Até faltam adjetivos mesmo pra esse lugar, é surreal de lindo e realmente parece que estamos em um outro planeta, né? Como eu já esperava, fiquei aqui morrendo de nostalgia e muita saudades da minha viagem pra lá também. Eu fiquei bem pouco em San Pedro e apenas conheci o Valle de la Luna e Valle de la Muerte. Eu tava vindo de 3 dias intensos fazendo esses passeio no altiplano boliviano, que tem paisagens iguais ao do lado chileno. Vimos muitas lagunas, montanhas, vulcoes, deserto, geirsers.. é muito igual. Por isso não planejamos ficar mais tempo e fazer esses passeios no Chile também, já que vimos tudo isso do outro lado. Mas quero muito voltar um dia pra fazer o lado chileno também.
    E que raiva esse perrengue que vcs passaram do pneu furar. O certo era eles devolverem o dinheiro todo ou oferecer pra ir ao tudo novamente pra quem tivesse tempo, né? mas enfim, que triste, pelo menos vcs conseguiram ver um pouquinho, porque os geisers são tão incrivei!!
    Beijos, Flora <3

    1. Aondes

      9 de abril de 2019 at 15:56

      Nossa, estas fotos foram tiradas com equipamentos tão ruinzinhos hahahaha mas até que ficaram boas né? O lugar ajuda demais, muito lindo. Que legal que foi pra Bolívia, tenho muita vontade de conhecer e saber que é tudo bem parecidinho dá mais vontade ainda! Como esta América do Sul é fantástica né?
      E sim, essa coisa da agência foi complicado! Todos queríamos o dinheiro de volta, mas foi difícil o diálogo com eles e no fim para não dar muita briga aceitamos a metade…uma empresa bem irresponsável na minha opinião! 🙁 fazer o que né!
      Beijinhooos 🙂

  2. Nossos lugares preferidos em Montevideo, no Uruguai. - Aondes

    13 de agosto de 2019 at 18:36

    […] internacional minha e do Le juntos foi para o Chile, em 2013 (temos post do Deserto do Atacama aqui e de Torres del Paine aqui). Ficamos tão estupefatos de como esta experiência nos enriqueceu que […]

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