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O que fazer em Reykjavik, na Islândia – nosso relato e sugestões sobre essa cidade incrível

Reykjavik é uma cidade diferente, cheia de energia e porta de entrada para uma das experiências mais incríveis que tivemos em nossas vidas. Neste post vamos deixar o relato da nossa passagem por lá e dicas de o que fazer em Reykjavik, na Islândia.

A nossa viagem para a Islândia foi em Março de 2017 e fizemos uma roadtrip percorrendo toda a ilha, pela famosa autoestrada chamada Ring Road.

> Leia o post “Como planejar uma roadtrip pela Islândia”.

O que fazer em Reykjavik

Sendo Reykjavik a capital e a cidade mais próxima do aeroporto internacional, nós começamos e terminamos a viagem por ela, ficando na cidade um total de 3 noites. Bem pouco, na minha opinião. A cidade é muito interessante e, apesar de ser pequena, eu teria adorado passar um tempo maior lá, somente para andar mais pelas ruas, ver mais pontos turísticos, ter ido em mais restaurantes, bares e curtir a cidade com mais calma. Digamos então que, para aquele turismo mais rápido, 3 noites são sim suficientes, mas estamos falando aqui de uma pessoa que sonhava conhecer esse país e essa cidade, então… por mim passava muuuito mais tempo lá!

Nesse post vou contar alguns pontos interessantes que vimos na cidade e também listar outros que eu quero conhecer numa próxima vez! 🙂 São ótimos dicas de o que fazer em Reykjavik, na Islândia. Espero que goste!

O que fazer em Reykjavik?

Ruas Laugavegur e Skólavörðustígur

A rua Laugavegur é a principal de comércio do ponto de vista turístico, com cerca de 2 quilômetros, atravessando todo o centro histórico da cidade. É uma graça, cheia de lojinhas, restaurantes, bares, pubs, mercados e etc. É uma rua bem plana e muito gostosa de passear. Por lá entramos em várias lojas de roupas, livrarias, souvenirs e tal… não compramos nada pois os preços eram beeem salgados, pelo menos pra gente. Mas só de ver tanta coisa diferente e bonita já vale a pena. Fiquei completamente apaixonada pela loja Geysir, com um estilo nórdico muito bonito, estampas e cores muito únicas.

IMAGEM: https://facebook-login.myshopify.com/

Eu também ameeei os famosos suéter islandeses, com o padrão de desenho Lopapeysa. Eles são feitos a mão com lã de ovelha, MUITO grossos e quentes… a produção dos suéteres é uma tradição bem forte que tem sido passado de geração em geração. O padrão dos desenhos e as cores são muito únicos. Entramos em uma loja onde as mulheres estavam tecendo os suéteres ali na hora e fiquei com muita vontade de trazer um pra mim. O problema é que eram muito caros (na época, lembro que na conversão ficaria cerca de mil reais) e também, onde eu usaria um suéter desses no calor aqui do Brasil? hahaha mas que são LINDOS, são!

IMAGEM: https://www.etsy.com/es/market/lopapeysa_sweater

Foi muito gostoso andar pelas ruazinhas em volta da Laugavegur e conhecer o ritmo e estilo da cidade. A rua Skólavörðustígur é bem legal pra passear e ir nos restaurantes também. Dela se tem uma vista linda da igreja Hallgrimskírkja, e é onde eles pintam aquele famoso arco íris no chão, em celebração as festividades do Orgulho LGBTQIA+.

Igreja Hallgrimskírkja

É um dos principais pontos turísticos de Reykjavik e a maior igreja do país, inaugurada em 1986. Ela tem cerca de 74,5 metros de altura e é de uma arquitetura impressionante. Muito majestosa e imperativa, ela dá a cidade esse “ar” de que estamos em um local único e emblemático.

O que fazer em Reykjavik
O que fazer em Reykjavik
O que fazer em Reykjavik

A sua arquitetura é para simbolizar as formações colunares de basalto, muito presentes na Islândia. Quando saímos de Reykjavik rumo a roadtrip, visitamos a praia de Reynisfjara e lá conseguimos ver bem essas formações. Notem como elas são realmente muito parecidas com a arquitetura da igreja Hallgrimskírkja. Muito interessante né?

O que fazer em Reykjavik

Subir à torre de Hallgrímskirkja

É possível subir na torre dessa igreja e de lá ter uma vista panorâmica impressionante da cidade de Reykjavik. A subida é feita de elevador, então é bem tranquilo para qualquer pessoa o fazer. Eu sinceramente não me lembro se pagamos algum valor, mas de qualquer forma, considero um passeio imperdível! Ter a vista dos telhados das casinhas todos coloridos ou aquelas em que os telhados são cheio de gramas (!) e ao fundo, as montanhas nevadas e o mar… é muito lindo!

O que fazer em Reykjavik
O que fazer em Reykjavik

Harpa Concert Hall

O Harpa é um centro de convenções e consertos, um dos principais espaços de entretenimento da cidade. A sua construção é bem moderna e imponente. É possível entrar gratuitamente para admirar a parte interna do prédio e também ter acesso a loja de souvenir. A construção revestida com painéis de vidro em um sistema geométrico modular, lembrando um caleidoscópio, trás fascínio para quem o conhece, já que em cada momento do dia, dependendo da luz solar, você tem uma experiência diferente de luzes, dentro e fora do edifício. A obra também é inspirada pela natureza da Islândia, na aurora boreal e nos basaltos. O interior da sala de conserto tem as cores preto e vermelho, inspirados nos vulcões do país. Ahhhhh Islândia…

Lago Tjörnin

Este lago é localizado no centro da cidade e é um local muito apreciado pelos islandeses e turistas. É um local lindo, onde vivem mais de 40 espécies de aves diferentes. Tem muitos patinhos e cisnes nadando, a vista das casinhas coloridas ao redor, a vista da igreja, enfim… é um local muito agradável de passear. No inverno, o lago congela e se transforma em uma nova atração pois vira uma pista de patinação. Muito legal, né?

Restaurantes & Cafés

Ficamos muito impressionados com a qualidade gastronômica do país! Todos os restaurantes em que comemos foram maravilhosos, pareciam pratos preparados por chefs renomados. Acho que nunca comemos tão bem e com tanto requinte na vida. Porém os preços acompanhavam a qualidade e eram bastante caros! Lembro que só conseguíamos fazer uma refeição por dia em algum local…as outras refeições nós comprávamos no supermercado para sair mais em conta. Mas pelo menos pagávamos caro por algo extremamente inesquecível! (o duro é pagar caro por coisa ruim, né? rs). E os cafés então? Um lugar mais delicioso que o outro…

Alguns locais que fomos e gostamos MUITO: Salka Valka (Fish), Mokka Kaffi, Krua Thai e Joylato.

IMAGENS: Foto1 – Niels Freckmann / Foto 2 – Haflidi Jonsson / Foto 3 – D.R.F. Hall / Foto 4 – Mokka Kaffi

Pegamos a indicação do Mokka Kaffi com a Dani Noce. Esse é um dos cafés mais antigos da cidade, funcionando desde 1958. A atmosfera do local é super intimista e acolhedora. Escolhemos pedir o tradicional waffle com chantilly e geléia, uma receita super secreta desse café. Segundo a Dani, os donos do café vão todos os dias bem cedinho pra preparar a mistura secreta pois nenhum funcionário pode saber, rs. Posso ser sincera? Eu nunca mais esqueci o sabor desse waffle. É perfeito!

IMAGEM: Instagram @mokkakaffi

O Joylato também foi uma experiência muito interessante e diferente de conhecer, pois eles faziam o sorvete artesanal na hora, congelando ele ali na sua frente! Tem opções veganas e são deliciosas.

IMAGEM: Instagram @joylato_icecream

Também nos deliciamos com os caldos e sopas. Estava super frio e era muito reconfortante tomar algo beeem quente pra fugir do congelamento das ruas. Eu nunca provei caldos tão bem construídos de sabores… lembro de me espantar muito pois eu pedia caldos de coisas simples como couve-flor, tomate, cebola, mas o sabor era inexplicável! Foi uma experiência incrível comer cada um desses pratos. Na época ainda comíamos peixes e frutos do mar e experimentamos muitos pratos… eram divinos!

Onde se hospedar?

Na nossa primeira estadia, ficamos em um hostel com quarto privado e banheiro compartilhado chamado I Sleep Reykjavik Guest House. Fica a 10 minutos a pé da igreja principal, embora já fora do centrinho.

Essa opção de hostel tem muito na Islândia como um todo e são as que tem o preço mais acessível. Achamos bem ok esse hostel. O quarto era confortável o suficiente. Essa foi a única foto que tirei do quarto, rs.

Na última estadia, acabamos pegando um Airbnb. Estávamos muuuito cansados da viagem inteira e resolvemos pagar um pouco mais para ficar num local bem confortável e privado. Adoramos o apartamento, que era muito bem localizado, ali no centrinho mesmo…foi muito gostoso se hospedar lá.

O que quero conhecer da próxima vez

Museu Nacional da Islândia

O museu possui mais de 2 mil peças e obras de arte o que permite fazer uma “viagem” por toda a história da Islândia.

Escultura do Viajante do Sol

Jón Gunnar Árnason criou essa escultura que lembra um navio viking para comemorar o bicentenário da contituição da cidade, em 1980.

Blue Lagoon

Apesar de não ser em Reykjavik, é da cidade que sai o passeio para conhecer a Blue Lagoon, que fica a 50 quilômetros de lá. É uma lagoa com águas termais. Lindíssima!

Museu Árbaer

É um museu ao ar livre, onde você conhece como era a Islândia nos séculos XIX e XX. Dizem que a atmosfera consegue te transportar para os séculos anteriores, para descobrir como viviam as pessoas naquela época, o que faziam para sobreviver, etc. Tem casas, igrejas, fazendas, oficinas, objetos… parece muito legal!

Assistir a um conserto no Harpa Concert Hall

Não preciso nem dizer o motivo né?


Bom, eu espero que vocês tenham gostado do post e que peguem todas as dicas para quando estiverem nessa cidade fascinante! 🙂

Até o próximo,

Flora.

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