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Série: Dicas para sua primeira viagem internacional | No aeroporto (Parte 2 de 2)

Esse é o último post da série com dicas bem úteis para ajudar com sua primeira viagem internacional.
*Para ver o primeiro post da série, clique aqui!

NO AEROPORTO E PREPARATIVOS PRÉVIOS – Parte 2 de 2

Passaporte

O passaporte é um documento de identidade emitido pelo governo brasileiro, que atesta a nacionalidade de seu portador e requisita a permissão para cruzar fronteiras estrangeiras, além de relacionar o direito a proteção legal no exterior e o de retorno ao país de origem.

Hoje, você só pode viajar sem um passaporte aos países que fazem parte do acordo diplomático do Mercosul. São eles:
– Argentina;
– Bolívia;
– Chile;
– Colômbia;
– Equador;
– Paraguai;
– Peru;
– Uruguai;
– Venezuela.

Para visitar esses países, basta viajar com seu RG, mas atenção, ele deve estar em bom estado de conservação e com uma foto através da qual seja possível identifica-lo.

A todos os demais países, necessita-se de passaporte, sem o qual não lhe será nem mesmo permitida a viagem de ida.
Para saber como tirar seu passaporte, consulte esse link.

Visto
Além do passaporte, muitos países exigem o chamado visto, que nada mais é do que uma permissão, concedida pelo país no qual você deseja entrar, dando-lhe permissão para tal. Normalmente o visto é um documento anexado ao seu passaporte. Cada país adota um procedimento diferente para a solicitação e obtenção de um visto. Portanto, você deve consultar no site de cada uma dessas embaixadas, aqui no Brasil.

Obter um visto pode ser bem complicado e nem sempre é rápido. É aconselhável que você desenrole essa questão antes mesmo de comprar sua passagem aérea, principalmente porque não é 100% garantido que o visto que você solicitou lhe será concedido.

Atualmente e segundo o Itamaraty, há cerca de cem países que não exigem visto dos brasileiros. Essa condição pode mudar sem aviso prévio e portanto sempre cheque fontes oficiais e atualizadas.

A lista completa você encontra no portal consular, clicando aqui.

IMPORTANTE: Ter um passaporte e o visto não lhe garante a entrada no seu país de destino, mesmo sendo o visto emitido pelo governo desse país. Ao cruzar a fronteira, você terá de se reportar a um agente de imigração, que tem a autoridade de lhe permitir ou não a entrada. Veja o tópico Documentos para Imigração abaixo.

Vacinas
Muitos destinos exigem que você tenha tomado determinadas vacinas. E para outros, mesmo que não seja obrigatório, recomenda-se o cuidado. Não ignore o assunto e antes de viajar, mesmo para destinos nacionais, consulte sempre a Anvisa: www.anvisa.gov.br/viajante

Seguro Viagem

Não é obrigatório para a maioria dos países, mas é para alguns, como em grande parte da Europa. Trata-se de um contrato temporário, com alguma seguradora, que lhe prestará assistência e proteção contra os imprevistos possíveis em sua viagem. E não vale a pena negligenciar esses riscos. Use a mesma lógica do seguro de seu carro ou seu seguro de saúde: você queria não pagar, pretende nunca precisar, mas é melhor prevenir.


Ao contratar um seguro, certifique-se dos termos e se ele de fato lhe protege em todos os seus destinos e atividades que desenvolverá por lá. Por exemplo, se você for esquiar na neve ou escalar o monte Everest, seu seguro precisa saber. Note que, muitos cartões de crédito lhe oferecem gratuitamente o seguro viagem, especialmente se você comprar através dele suas passagens aéreas! Consulte o seu!
 

Como levar dinheiro

Bem, eis um problema sério. No final do ano de 2013 veio a notícia do aumento do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras, de 0,38% para 6,38%. O cartão de crédito já era taxado dessa maneira, mas o evitávamos com o uso de cartões pré-pagos, cheques de viagem, saques da conta corrente e principalmente com o uso do cartão de débito. Agora, todas essas alternativas também são taxadas em 6,38% e a opção mais barata passa a ser somente o uso do dinheiro em espécie, para o qual o IOF, na compra em casas de câmbio, está hoje fixado em 1,1%. Bem mais barato, certo? Cabe pesquisar as menores taxas de conversão em diferentes casas de câmbio e fazer a troca. Mas não sem prestar atenção nas seguintes dicas:

– O câmbio é muito instável e difícil de ser previsto, o que leva os especialistas a recomendarem que você compre aos poucos, do planejamento até o dia de sua viagem, de forma a evitar qualquer surpresa negativa com o aumento repentino do valor da moeda estrangeira em relação ao Real.
– Segurança: levar dinheiro em espécie é a maneira mais barata de se viajar, mas obviamente não a mais segura. Você pode ser roubado ou pode simplesmente perder o dinheiro. Muito cuidado, mesmo se o seu destino for considerado de baixa criminalidade.
– É necessária uma declaração junto a Receita Federal caso pretenda viajar com uma quantia equivalente ou maior a 10 mil reais.
– Algumas moedas não valem a pena ser compradas no Brasil. Algumas delas, você vai mesmo ter muita dificuldade de encontrar por aqui. Pesquise e para esses casos, prefira levar dólares e fazer a conversão para a moeda local já no país de destino.

Com essas observações, o antes evitado uso do cartão de crédito internacional pode passar a ser considerado. É a maneira mais segura e você ainda acumula milhas com seus gastos. Muitos cartões ainda dão descontos em hotéis, ingressos e concedem gratuitamente o seguro viagem. Só não se esqueça de informar sua operadora sobre o período de uso no exterior e em qual país, para que suas transações sejam liberadas.

Chegada ao aeroporto

Chegou o dia da viagem. Programe-se! Faça tudo com tempo de sobra. Vista roupas confortáveis, leve uma blusa para o frio do avião e chegue ao aeroporto com no mínimo 3 horas de antecedência. Procure imediatamente a área de check-in de sua companhia aérea e busque orientações. É tudo muito simples e você não vai ter problemas, desde que tenha tempo. Após o check-in e com a bagagem despachada, adentre à área de embarque. Lá você terá lojas, cafés, restaurantes, banheiro e tudo o que precisar, já despreocupado e com a incrível sensação de que a viagem começou.

Bagagens:
Atenção à quantidade e tamanho de suas malas. Cada companhia tem suas regras e taxas por peso ou tamanhos excedentes serão bem desagradáveis. Há dois tipos de bagagem. A que você despacha, ou seja, a que vai voar no “porão” do avião e aquela bagagem de mão, que você leva consigo para dentro da cabine. Há algumas regras sobre o que você pode levar em suas bagagens, especialmente àquilo que você leva com você para dentro do avião. Não são permitidos frascos maiores que 100mls, nem materiais cortantes, isqueiros ou fósforos e outros itens. Verifique os diversos informativos, tanto no momento da compra da passagem quando já no aeroporto.

É permitido e recomendado que você leve em sua bagagem de mãos os equipamentos eletrônicos, documentos importantes e outros objetos de valor. A bagagem despachada pode extraviar – embora seja muito raro – e pode acontecer de algum item de dentro dela ser roubado.

Antes do embarque
No setor de acesso a área de embarque, você passará pelo raio-x, onde será vistoriado tudo o que você carrega consigo, incluindo sua bagagem de mão. Aqui pode ser requerido que você tire sapatos, casacos, cintos e outros objetos metálicos. É tudo muito simples e em caso de dúvida, basta perguntar para algum funcionário no local.

O mesmo procedimento vai acontecer em sua chegada ao país de destino.

Cuidado com conexões
Se o seu voo faz conexão em outro aeroporto antes de seu destino final, alguns detalhes devem ser checados. Verifique com um funcionário da companhia aérea se você precisará retirar sua bagagem despachada e despachá-la novamente na conexão ou se ela já foi direto para o ponto final. Como já foi dito, cuidado também para não comprar passagens aéreas com tempo de conexão muito curto. Muitos aeroportos são gigantescos e essa dimensão, pegar mala e despachar mala, passar por imigração e outros procedimentos tomam tempo.

Documentos para imigração

Sobre o tema da imigração, muitos textos na internet vão lhe por medo, trazendo luz a casos de brasileiros deportados e impedidos de entrar no país de destino. A verdade é uma só: se você estiver com tudo preparado e a intenção de sua viagem for realmente o turismo, não terá problemas. Saiba que o agente da imigração, já após seu desembarque no destino, tem o poder de permitir ou não sua entrada. O que interessa a ele é ter certeza de que você é um turista comum e não um imigrante ilegal. Um turista comum tem a passagem de volta comprada, tem dinheiro e meios de se manter durante todo o período da viagem, tem um roteiro, tem em mente as atrações que quer visitar, reserva de hotéis, ingressos, comprovantes de aluguel de carro e por aí vai. Ponha tudo em uma pasta, organizado e chegue ao guichê de imigração já colocando ela sobre o balcão. Aguarde as perguntas e estará livre para ir. Sem mistérios e sem complicações. Seja um turista normal, aja como tal e você é bem-vindo mundo afora.

Boa viagem!

1 Comment

  1. Nova York - roteiro completo - 10 dias - Aondes

    22 de março de 2019 at 20:36

    […] *Falamos um pouco mais sobre os preparativos para o aeroporto neste post* […]

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